sexta-feira, 22 de abril de 2011

Erros e acasos

E sabe quando você sente que perdeu o que mais te importa? Pois bem...
Hoje não quero ouvir coisas boas e  nem ruins, tenho consciência do tudo, não vou ficar lembrando o erro.
Meu coração nesse porre todo se arranhou, se trincou, não porque alguém deixou cair, mas sim porque eu o atirei contra uma parede, tal lugar que também se abriu um buraco, e não adianta desculpas, nem nada do tipo, nada de hipocrisia, foi assim e o orgulho e a razão deixaram bem claro.
Eu aceito a condição, nada melhor que o tempo, o tempo que ajuda, mas também machuca.
Tantos erros, tantos momentos, muitos sorrisos, algumas lágrimas, e hoje acabou por ser o meu dia de errar, mas errei e falhei com quem eu mais vinha me importando, e isso razão nenhuma perdoa, sou obrigada a aceitar, a brigar com o coração.
E todo o amor que eu criei, e todo carinho que eu tinha pra dar, ficam la perdidos, é la mesmo no muro esburacado e no coração arranhado.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ventanes

Do lado de cá o vento canta, canta um tom que eu não sei qual é, canta o hino da solidão, canta a musica do coração, canta com a voz da razão... E espero que com todas as canções ele leve pra bem longe essa dor, ou aquele aperto, aahhh como eu espero que leve! Espero que ele venha sereno, para levar apenas as coisas ruins e deixar as boas, ele vem cantando agora as notas que eu aprendi a cantar, as notas da tal solidão...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Quem sabe...

E hoje, depois de muito tempo, parei e reparei o céu, as estrelas, a lua... Ainda tudo mais lindo no escuro silenciado pela tal solidão... Coisa opcional, coisa que me faz sorrir... Mas as vezes, nessa época, com o frio chegando, e o coração se perguntando, e a razão não reclamando, eu penso que poderia sim existir, existir algo, ou existir alguém...
Pode ser por um dia, mas quero exatamente para ficar assim, vendo as estrelas, no silencio, sem reclamar de nada, sem querer muita coisa, ou querendo um tudo, mas um tudo sem pressa... 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mudança?

E sabe quando voce não sente vontade dormir por medo de acordar no outro dia e ver que tudo continua igual?
Quando você escuta a verdade e já sabia era seria assim e mesmo desta forma tinha esperança de ser diferente?
Nem sempre as coisas são certas.
Nem sempre os amores são correspondidos.
Nem sempre os amigos são verdadeiros.
Mas o que não se pode é desanimar.
Basta sorrir e pensar que logo tudo vai melhorar, nada como um dia após o outro...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Eu vivo...

Eu vivo de sonhos, de sonhos que ouso tentar concretizar...
Eu vivo de dias dificieis, mas para quem tem fé são esses os que antecedem os melhores...
Eu vivo de alegrias, porque pensar que tudo esta ruim só vai fazer ficar mesmo...
Eu vivo de amigos, porque sem eles eu cairia e não sei se seria possível levantar...
Eu vivo de amores, mesmo que mal sucedidos, porque algum aprendizado eu tiro disso tudo...
Eu vivo de sorrisos e lagrimas, podem ser separados ou juntos, mas nem sempre os sorrisos são de grandes alegrias, e nem as lagrimas de grandes tristezas...
Eu vivo de família, que ajuda sempre, ou piora o resto...
Eu vivo de fé, que me mantém na luta, que me ajuda na vida, que me levanta para o melhor...
Eu simplesmente vivo como se não houvesse o amanhã!

domingo, 27 de março de 2011

O que se deve fazer?

E quando voce quer sair correndo sem olhar para lado nenhum, o que se deve fazer?
Sentir falta, ter ogulho, saber de tudo, não querer mais se machucar, mas mesmo assim cometer os mesmo erros, o que se deve fazer?
Alguém aí por favor me explique como uma pessoa pode fazer tantas coisas, e não se arrepender de nada, mas ter uma dor imensa cravada no coração, por toda a ilusão passada, por toda lágrima derramada, por toda noite mal dormida, por toda crise vivida...
E mesmo assim, nada de rancor, ódio, receio, apenas o vazio... Entendeu bem? Vazio, nada de solidão, dias sempre bem vividos, festas, amigos, amores, mas o vazio continua ali...
Uma alma parada, pensando, querendo apenas entender o que ninguém nunca saberá explicar...
Será tão difícil continuar sem se importar? Será tão difícil lidar com essa situação tão antiga, mas ao mesmo tempo tão nova? Será que as coisas ja não deveriam ter voltado ao lugar? Será?
Seguir em frente, olhar em frente...

terça-feira, 1 de março de 2011

Umbanda

Sou a fuga para alguns, a coragem para outros.
Sou o tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das selvas e das senzalas.
Sou o cântico que chama ao convívio seres de outros planos.
Sou a senzala do Preto Velho, a ocara do Bugre, a cerimônia do Pajé, a encruzilhada do Exu, o jardim da Ibejada, o nirvana do Indu e o céu dos Orixás.
Sou o café amargo e o cachimbo do Preto Velho, o charuto do Caboclo e do Exu; o cigarro da Pomba-Gira e o doce do Ibeji.
Sou gargalhada da Padilha, o requebro da Cigana, a seriedade do Tranca-Rua.
Sou o sorriso e a meiguice de Maria Conga, Cambinda e Maria do Congo a traquinada do Zequinha e a sabedoria do Sete Flechas.
Sou o fluído que se desprende das mãos do médium levando a saúde e a paz.
Sou o isolamento dos orientais onde o mantra se mistura ao perfume suave do incenso. Sou o Templo dos sinceros e o teatro dos atores.
Sou livre. Não tenho Papas. Sou determinada e forte.
Minhas forças? Elas estão no homem que sofre e que clama por piedade, por amor, por caridade.
Minhas forças estão nas entidades espirituais que me utilizam para seu crescimento.
Estão nos elementos. Na água, na terra, no fogo e no ar; na pemba, na tuia, na mandala do ponto riscado.
Estão finalmente na tua crença, na tua Fé, que é o elemento mais importante na
minha alquimia.
Minhas forças estão em ti, no teu interior, lá no fundo na última partícula da tua mente, onde te ligas ao Criador.
Quem sou? Sou a humildade, mas cresço quando combatida.
Sou a prece, a magia, o ensinamento milenar, sou cultura.
Sou o mistério, o segredo, sou o amor e a esperança. Sou a cura. Sou de ti.
Sou de Deus. Sou Umbanda.
Só isso. Sou Umbanda.
(autor desconhecido)